Texto-chave
E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim. (Lucas, capítulo 22, versículo 19)
Sabedoria diária
- Segunda-feira: Jesus deseja comer a Páscoa com seus discípulos Lucas, capítulo 22, versículo 15
- Terça-feira: Os elementos da Santa Ceia Marcos, capítulo 14, versículos 22 a 24
- Quarta-feira: Profecia sobre a traição de Jesus Salmos, capítulo 41, versículo 9
- Quinta-feira: Jesus anuncia a sua traição João, capítulo 13, versículo 21
- Sexta-feira: Jeremias profetiza uma nova aliança Jeremias, capítulo 31, versículos 31 a 34
- Sábado: Hebreus relembra a profecia da nova aliança Hebreus, capítulo 8, versículo 10
- Domingo: Jesus garante uma aliança superior Hebreus, capítulo 7, versículo 22
Leitura bíblica
João, capítulo 13, versículos 1 a 5, 21 a 30: 1 Ora, antes da Festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim. 2 Durante a ceia, tendo já o diabo posto no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, que traísse a Jesus, 3 sabendo este que o Pai tudo confiara às suas mãos, e que ele viera de Deus, e voltava para Deus, 4 levantou-se da ceia, tirou a vestimenta de cima e, tomando uma toalha, cingiu-se com ela. 5 Depois, deitou água na bacia e passou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido. [...] 21 Ditas estas coisas, angustiou-se Jesus em espírito e afirmou: Em verdade, em verdade vos digo que um dentre vós me trairá. 22 Então, os discípulos olharam uns para os outros, sem saber a quem ele se referia. 23 Ora, ali estava conchegado a Jesus um dos seus discípulos, aquele a quem ele amava; 24 a esse fez Simão Pedro sinal, dizendo-lhe: Pergunta a quem ele se refere. 25 Então, aquele discípulo, reclinando-se sobre o peito de Jesus, perguntou-lhe: Senhor, quem é? 26 Respondeu Jesus: É aquele a quem eu der o pedaço de pão molhado. Tomou, pois, um pedaço de pão e, tendo-o molhado, deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes. 27 E, após o bocado, imediatamente, entrou nele Satanás. Então, disse Jesus: O que pretendes fazer, faze-o depressa. 28 Nenhum, porém, dos que estavam à mesa percebeu a que fim lhe dissera isto. 29 Pois, como Judas era quem trazia a bolsa, pensaram alguns que Jesus lhe dissera: Compra o que precisamos para a festa ou lhe ordenara que desse alguma coisa aos pobres. 30 Ele, tendo recebido o bocado, saiu logo. E era noite. Mateus, capítulo 26, versículos 26 a 30: 26 Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo. 27 A seguir, tomou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos; 28 porque isto é o meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados. 29 E digo-vos que, desta hora em diante, não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, convosco no reino de meu Pai. 30 E, tendo cantado um hino, saíram.
Introdução
Acompanhou-se o percurso de Jesus em Jerusalém durante a semana da Paixão até a quinta-feira, dia do primeiro dia da Festa dos Pães Asmos. Nessa ocasião, em uma noite repleta de significado, o Senhor reuniu-se com seus discípulos pela última vez para celebrar a refeição pascal.
1. JESUS LAVA OS PÉS DOS DISCÍPULOS
1.1 O lugar da celebração
Jesus encarregou Pedro e João de prepararem o local da Páscoa seguindo instruções precisas na cidade. Ao agendar o ambiente por intermédio do proprietário sem revelar antecipadamente o endereço aos demais, preservou-se a refeição pascal de interrupções precoces do Sinédrio antes da hora determinada.
1.2 Uma lição de humildade
Durante a ceia, Jesus surpreendeu a todos ao levantar-se, cingir-se com uma toalha e lavar os pés dos discípulos. Em uma cultura onde este serviço cabia ao servo mais humilde, o Mestre ofereceu um ensinamento prático e impressionante sobre a verdadeira atitude de servir.
1.3 O simbolismo do ato
O lava-pés representava tanto a purificação espiritual necessária para ter parte com Cristo quanto um modelo de autonegação e serviço mútuo. Jesus rompeu paradigmas sociais e estendeu o gesto de humildade até mesmo àquele que o trairia.
2. O PRENÚNCIO DA TRAIÇÃO
2.1 Um traidor à mesa
Com profunda tristeza, Jesus revelou que um dos presentes o trairia, gerando perplexidade entre os discípulos. A pedido de Pedro, João perguntou quem seria, e Jesus o indicou discretamente ao lhe entregar um bocado de pão molhado, gesto que simbolizava distinção e oferta de amizade.
2.2 A trama de Judas
Apesar do gesto de consideração do Mestre, Judas manteve seu coração endurecido e permitiu que Satanás o dominasse. Ele retirou-se para a noite a fim de executar o plano de entregar Jesus às autoridades religiosas por trinta moedas de prata.
2.3 Qual a medida da nossa lealdade?
A trajetória de Judas serve de alerta para o perigo de conviver com o sagrado sem permitir a transformação do coração. A lealdade a Cristo exige vigilância constante e entrega irrestrita para evitar a erosão da fé diante das tentações.
3. UMA NOVA FESTA É INSTITUÍDA
3.1 A instituição da Santa Ceia
Após a saída de Judas, Jesus atribuiu novo significado aos elementos da ceia pascal. O pão e o vinho passaram a representar o seu próprio corpo que seria partido e o seu sangue que seria derramado na cruz para perdão dos pecados de muitos.
3.2 A Nova Aliança
A Ceia marca a inauguração de uma nova relação pactual entre Deus e a humanidade, selada pelo sangue de Jesus na cruz, sobrepujando os sacrifícios temporários de animais da Antiga Aliança.
3.3 A Ceia como ordenança e memorial
Instituída como uma ordenança permanente para a igreja, a Santa Ceia deve ser celebrada continuamente em memória da obra redentora de Cristo, unindo a comunidade em obediência e gratidão.
Aplicando o texto
No Reino de Deus, servir não é uma opção, mas um estilo de vida. Sendo assim, o seu modo de viver tem revelado sua identidade de servo?
Aplicando o texto
Se você está negociando a sua lealdade, convido-o a se arrepender e a retornar à plenitude da vontade de Cristo.
Aplicando o texto
Quando você se aproxima da mesa de Cristo, seu coração transborda alegria e temor? Você consegue mensurar a grandeza espiritual deste ato?
Conclusão
Ao término da refeição, Jesus proferiu suas palavras de despedida registradas nos capítulos 14 a 17 do Evangelho de João, consolando os discípulos com a promessa do Espírito Santo e orando por eles. Em seguida, cantaram um hino e dirigiram-se ao Jardim do Getsêmani, onde o sacrifício seria preparado em oração.
Reflexão da semana
Sonde o seu coração: avalie com honestidade o que você tem nutrido internamente. Se necessário, busque o arrependimento e exercite a vigilância constante, pois sem ela você pode ser facilmente conduzido ao erro. Reflita sobre a Ceia do Senhor: como está a sua conduta em relação a esta ordenança? Você tem valorizado esse momento ou tem permitido que as circunstâncias o afastem da comunhão à mesa?
Referências e aprofundamento
- MACARTHUR, John. A morte de Jesus. São Paulo: Cultura Cristã, 2003. p. 38
- CARSON, D. A. O Comentário de João. São Paulo: SHEDD Publicações, 2007. p. 464
- HARRISON, F. Everett. Comentário Bíblico Moody: Volume 2. São Paulo: Editora Batista Regular, 2017. p. 331
- WIERSBE, Warren W. Novo Testamento 1: Comentário Bíblico Expositivo v5. Santo André: Geográfica, 2006. p. 125
- LOPES, Hernandes Dias. Lucas Jesus o homem perfeito. São Paulo: Hagnos, 2017. p. 513
- Compêndio retrospectivo baseado na Lição 10, A ÚLTIMA CEIA, JESUS — O GLORIOSO SALVADOR. Editora Kaleo.
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