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Lições Escola Dominical

Lição 6: A FORJA DE SERVOS - PARTE 2

Compêndio retrospectivo da lição já estudada na Escola Bíblica Dominical, preservando a ordem dos tópicos, leituras bíblicas e perguntas principais, com síntese do conteúdo trabalhado em classe.

Compêndio retrospectivo baseado na Lição 6, A FORJA DE SERVOS - PARTE 2, da série O DESERTO E A IGREJA. O material completo está disponível para aquisição no site da Editora Kaleo.

Autor da lição: Alexandre de Almeida.

Editora Kaleo

Estude com o material oficial

Este compêndio não substitui a revista. Para acompanhar a lição completa, adquirir o material do trimestre e contribuir com a produção dos estudos, acesse a página oficial da Editora Kaleo.

Texto-chave

“Em resposta, Jesus declarou: “Digo-lhe a verdade: Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo”. (João, capítulo 3, versículo 3)

Sabedoria diária

  • Segunda-feira: Deus tem planos superiores. Jeremias, capítulo 29, versículo 11
  • Terça-feira: Peregrinos que encontram força em Deus. Salmos, capítulo 84, versículo 5
  • Quarta-feira: Melhor é confiar no Senhor. Salmos, capítulo 118, versículo 9
  • Quinta-feira: Os caminhos de Deus prosperam sempre. Salmos, capítulo 10, versículo 5
  • Sexta-feira: Façam morrer a velha natureza. Colossenses, capítulo 3, versículo 5
  • Sábado: Confie sua vida ao Criador. Primeira Carta de Pedro, capítulo 4, versículo 19

Leitura bíblica

Êxodo, capítulo 2, versículos 15 ao 25 15 - Quando o faraó soube disso, procurou matar Moisés, mas este fugiu e foi morar na terra de Midiã. Ali assentou-se à beira de um poço. 16 - Ora, o sacerdote de Midiã tinha sete filhas. Elas foram buscar água para encher os bebedouros e dar de beber ao rebanho de seu pai. 17 - Alguns pastores se aproximaram e começaram a expulsá-las dali; Moisés, porém, veio em auxílio delas e deu água ao rebanho. 18 - Quando as moças voltaram a seu pai Reuel, este lhes perguntou: “Por que voltaram tão cedo hoje?” 19 - Elas responderam: “Um egípcio defendeu-nos dos pastores e ainda tirou água do poço para nós e deu de beber ao rebanho”. 20 - “Onde está ele?”, perguntou o pai a elas. “Por que o deixaram lá? Convidem-no para comer conosco.” 21 - Moisés aceitou e concordou também em morar na casa daquele homem; este lhe deu por mulher sua filha Zípora. 22 - Ela deu à luz um menino, a quem Moisés deu o nome de Gérson, dizendo: “Sou imigrante em terra estrangeira”. 23 - Muito tempo depois, morreu o rei do Egito. Os israelitas gemiam e clamavam debaixo da escravidão; e o seu clamor subiu até Deus. 24 - Ouviu Deus o lamento deles e lembrou-se da aliança que fizera com Abraão, Isaque e Jacó. 25 - Deus olhou para os israelitas e viu qual era a situação deles.

Introdução

A experiência do deserto é frequentemente compreendida com uma conotação negativa de provação e escassez. Contudo, na jornada da fé, o deserto se revela como o ambiente divino de provisão, refúgio e milagres. Foi nesse cenário árido que Moisés, agora distante da corte egípcia e dividido internamente (Tiago, capítulo 1, versículo 8), foi submetido à forja do Eterno para ser transformado de um fugitivo impulsivo em um servo verdadeiramente útil e obediente.

1 - DE FUGITIVO A APRENDIZ DE PEREGRINO

A fuga impensada de Moisés após tentar fazer justiça pelas próprias mãos o conduziu ao deserto, onde a soberana providência divina começou a tratar a sua consciência e a moldar o seu caráter.

1.2. Sede... de justiça.

Mesmo na condição de fugitivo no poço de Midiã, o instinto de justiça de Moisés permaneceu ativo. Ao defender as filhas de Jeteo da opressão dos pastores, ele demonstrou que Deus já trabalhava em sua vida para convertê-lo de um exilado em um verdadeiro libertador.

1.3. “Sou peregrino em terra estranha...”

O nascimento de seu primogênito, Gérson, marcou a consolidação da nova identidade de Moisés. O nome escolhido refletiu o reconhecimento de sua condição de imigrante e o quebrantamento de seu antigo orgulho egípcio.

2 - MORRE O FILHO DA PRINCESA E NASCE O PASTOR DO DESERTO

2.1. Apagando os últimos vestígios.

Ao escolher habitar entre as tribos midianitas, Moisés renunciou ao seu prestígio no Egito e à possibilidade de reclamar heranças seculares, aceitando o anonimato como preparação espiritual.

2.2. O palácio do faraó e a tenda de Jetro.

As facilidades do palácio deram lugar ao trabalho árduo da vida pastoral na casa de Jetro. Moisés aprendeu a rotina simples do deserto, despindo-se da soberba egípcia para aprender a depender inteiramente do Criador.

2.3. “Por essa razão, o homem deixará [..] e se tornarão uma só carne.”

O casamento de Moisés reforçou seus laços com a tradição dos patriarcas (Gênesis, capítulo 25, versículos 1 ao 6). Na simplicidade do deserto, despido das riquezas do Egito, ele foi redescoberto por Deus para exercer o ofício de pastor.

3 - DEUS OUVE E CUIDA DAQUELES QUE DILIGENTEMENTE CONFIAM NELE

3.1. Os dias se passavam e o sofrimento aumentava.

Enquanto a opressão sobre Israel se intensificava no Egito ao longo das décadas, Deus mantinha em curso Seu plano soberano, forjando o libertador no anonimato da solitude.

3.2. “Ouviu Deus o lamento...”

O silêncio prolongado não significou esquecimento. Deus permaneceu atento ao lamento sincero do povo e à fé perseverante dos pais de Moisés, que desobedeceram aos decretos do faraó confiando no Rei dos reis.

3.3. “Deus se lembrou...”

A expressão 'Deus se lembrou' enfatiza o cumprimento fiel das alianças estabelecidas com Abraão, Isaque e Jacó, demonstrando que o Senhor age com misericórdia no momento certo.

3.4. “Viu qual era a situação deles.”

Ao observar a dor do Seu povo, Deus decidiu intervir. Moisés compreendeu no deserto que a libertação não viria pela força de sua própria espada, mas pelo cajado da dependência e pela justiça perfeita do Senhor.

Aplicando o texto

Existem diversas formas e motivos para fugir. Desde trivialidades movidas pela vergonha até casos sérios criminais. Moisés fugiu, mas em nenhum momento após a saída dos portões do Egito, sentiu-se fugitivo. Ele encarava-se como peregrino, exilado.

Aplicando o texto

Somos a junção do nosso passado, família e escolhas. Mas, com Moisés, aprendemos uma valiosa lição: para viver segundo a promessa de Deus é fundamental morrermos para nossa vida passada. Profissão, nacionalidade e ambições são de-esfareladas no deserto.

Aplicando o texto

É extremamente desafiador aprendermos a depender de Deus, sobretudo, quando desafia nossa visão de justiça. Podemos achar que Deus demora demais para agir contra os malfeitores, todavia, o Criador age na plenitude dos tempos. Nossas ações são mefistofélicas e cheias de vícios do pecado, mas o nosso Deus age em definitivo e para redenção.

Conclusão

Quarenta anos se passaram e o servo viveu o processo de construção e renovo. Deus agiu sobre Moisés tornando-o um servo fiel e relevante, mas igualmente obediente e dependente do Criador.

Reflexão da semana

É tentador viver como se essa vida fosse a única. Por maior que sejam nos-sos sofrimentos, somos condicionados a amar essa vida e o mundo. Moisés nos ensina que o servo forjado pelo Criador precisa aprender e amar a peregrina-ção, a nação celestial a qual todos nós estamos sujeitos desde que nascemos de novo em Cristo Jesus.

Referências e aprofundamento