Texto-chave
“Em resposta, Jesus declarou: “Digo-lhe a verdade: Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo”. (João, capítulo 3, versículo 3)
Sabedoria diária
- Segunda-feira: Deus tem planos superiores. Jeremias, capítulo 29, versículo 11
- Terça-feira: Peregrinos que encontram força em Deus. Salmos, capítulo 84, versículo 5
- Quarta-feira: Melhor é confiar no Senhor. Salmos, capítulo 118, versículo 9
- Quinta-feira: Os caminhos de Deus prosperam sempre. Salmos, capítulo 10, versículo 5
- Sexta-feira: Façam morrer a velha natureza. Colossenses, capítulo 3, versículo 5
- Sábado: Confie sua vida ao Criador. Primeira Carta de Pedro, capítulo 4, versículo 19
Leitura bíblica
Êxodo, capítulo 2, versículos 15 ao 25 15 - Quando o faraó soube disso, procurou matar Moisés, mas este fugiu e foi morar na terra de Midiã. Ali assentou-se à beira de um poço. 16 - Ora, o sacerdote de Midiã tinha sete filhas. Elas foram buscar água para encher os bebedouros e dar de beber ao rebanho de seu pai. 17 - Alguns pastores se aproximaram e começaram a expulsá-las dali; Moisés, porém, veio em auxílio delas e deu água ao rebanho. 18 - Quando as moças voltaram a seu pai Reuel, este lhes perguntou: “Por que voltaram tão cedo hoje?” 19 - Elas responderam: “Um egípcio defendeu-nos dos pastores e ainda tirou água do poço para nós e deu de beber ao rebanho”. 20 - “Onde está ele?”, perguntou o pai a elas. “Por que o deixaram lá? Convidem-no para comer conosco.” 21 - Moisés aceitou e concordou também em morar na casa daquele homem; este lhe deu por mulher sua filha Zípora. 22 - Ela deu à luz um menino, a quem Moisés deu o nome de Gérson, dizendo: “Sou imigrante em terra estrangeira”. 23 - Muito tempo depois, morreu o rei do Egito. Os israelitas gemiam e clamavam debaixo da escravidão; e o seu clamor subiu até Deus. 24 - Ouviu Deus o lamento deles e lembrou-se da aliança que fizera com Abraão, Isaque e Jacó. 25 - Deus olhou para os israelitas e viu qual era a situação deles.
Introdução
A experiência do deserto é frequentemente compreendida com uma conotação negativa de provação e escassez. Contudo, na jornada da fé, o deserto se revela como o ambiente divino de provisão, refúgio e milagres. Foi nesse cenário árido que Moisés, agora distante da corte egípcia e dividido internamente (Tiago, capítulo 1, versículo 8), foi submetido à forja do Eterno para ser transformado de um fugitivo impulsivo em um servo verdadeiramente útil e obediente.
1 - DE FUGITIVO A APRENDIZ DE PEREGRINO
A fuga impensada de Moisés após tentar fazer justiça pelas próprias mãos o conduziu ao deserto, onde a soberana providência divina começou a tratar a sua consciência e a moldar o seu caráter.
1.2. Sede... de justiça.
Mesmo na condição de fugitivo no poço de Midiã, o instinto de justiça de Moisés permaneceu ativo. Ao defender as filhas de Jeteo da opressão dos pastores, ele demonstrou que Deus já trabalhava em sua vida para convertê-lo de um exilado em um verdadeiro libertador.
1.3. “Sou peregrino em terra estranha...”
O nascimento de seu primogênito, Gérson, marcou a consolidação da nova identidade de Moisés. O nome escolhido refletiu o reconhecimento de sua condição de imigrante e o quebrantamento de seu antigo orgulho egípcio.
2 - MORRE O FILHO DA PRINCESA E NASCE O PASTOR DO DESERTO
2.1. Apagando os últimos vestígios.
Ao escolher habitar entre as tribos midianitas, Moisés renunciou ao seu prestígio no Egito e à possibilidade de reclamar heranças seculares, aceitando o anonimato como preparação espiritual.
2.2. O palácio do faraó e a tenda de Jetro.
As facilidades do palácio deram lugar ao trabalho árduo da vida pastoral na casa de Jetro. Moisés aprendeu a rotina simples do deserto, despindo-se da soberba egípcia para aprender a depender inteiramente do Criador.
2.3. “Por essa razão, o homem deixará [..] e se tornarão uma só carne.”
O casamento de Moisés reforçou seus laços com a tradição dos patriarcas (Gênesis, capítulo 25, versículos 1 ao 6). Na simplicidade do deserto, despido das riquezas do Egito, ele foi redescoberto por Deus para exercer o ofício de pastor.
3 - DEUS OUVE E CUIDA DAQUELES QUE DILIGENTEMENTE CONFIAM NELE
3.1. Os dias se passavam e o sofrimento aumentava.
Enquanto a opressão sobre Israel se intensificava no Egito ao longo das décadas, Deus mantinha em curso Seu plano soberano, forjando o libertador no anonimato da solitude.
3.2. “Ouviu Deus o lamento...”
O silêncio prolongado não significou esquecimento. Deus permaneceu atento ao lamento sincero do povo e à fé perseverante dos pais de Moisés, que desobedeceram aos decretos do faraó confiando no Rei dos reis.
3.3. “Deus se lembrou...”
A expressão 'Deus se lembrou' enfatiza o cumprimento fiel das alianças estabelecidas com Abraão, Isaque e Jacó, demonstrando que o Senhor age com misericórdia no momento certo.
3.4. “Viu qual era a situação deles.”
Ao observar a dor do Seu povo, Deus decidiu intervir. Moisés compreendeu no deserto que a libertação não viria pela força de sua própria espada, mas pelo cajado da dependência e pela justiça perfeita do Senhor.
Aplicando o texto
Existem diversas formas e motivos para fugir. Desde trivialidades movidas pela vergonha até casos sérios criminais. Moisés fugiu, mas em nenhum momento após a saída dos portões do Egito, sentiu-se fugitivo. Ele encarava-se como peregrino, exilado.
Aplicando o texto
Somos a junção do nosso passado, família e escolhas. Mas, com Moisés, aprendemos uma valiosa lição: para viver segundo a promessa de Deus é fundamental morrermos para nossa vida passada. Profissão, nacionalidade e ambições são de-esfareladas no deserto.
Aplicando o texto
É extremamente desafiador aprendermos a depender de Deus, sobretudo, quando desafia nossa visão de justiça. Podemos achar que Deus demora demais para agir contra os malfeitores, todavia, o Criador age na plenitude dos tempos. Nossas ações são mefistofélicas e cheias de vícios do pecado, mas o nosso Deus age em definitivo e para redenção.
Conclusão
Quarenta anos se passaram e o servo viveu o processo de construção e renovo. Deus agiu sobre Moisés tornando-o um servo fiel e relevante, mas igualmente obediente e dependente do Criador.
Reflexão da semana
É tentador viver como se essa vida fosse a única. Por maior que sejam nos-sos sofrimentos, somos condicionados a amar essa vida e o mundo. Moisés nos ensina que o servo forjado pelo Criador precisa aprender e amar a peregrina-ção, a nação celestial a qual todos nós estamos sujeitos desde que nascemos de novo em Cristo Jesus.
Referências e aprofundamento
- Gênesis, capítulo 25, versículos 1 ao 6
- Tiago, capítulo 1, versículo 8
- Compêndio retrospectivo baseado na Lição 6, A FORJA DE SERVOS - PARTE 2, O DESERTO E A IGREJA. Editora Kaleo.
- Página oficial desta revista na Editora Kaleo.
- Loja da Editora Kaleo com outras lições e materiais.