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Lições Escola Dominical

Lição 5: A FORJA DE SERVOS - PARTE 1

Compêndio retrospectivo da lição já estudada na Escola Bíblica Dominical, preservando a ordem dos tópicos, leituras bíblicas e perguntas principais, com síntese do conteúdo trabalhado em classe.

Compêndio retrospectivo baseado na Lição 5, A FORJA DE SERVOS - PARTE 1, da série O DESERTO E A IGREJA. O material completo está disponível para aquisição no site da Editora Kaleo.

Autor da lição: Alexandre de Almeida.

Editora Kaleo

Estude com o material oficial

Este compêndio não substitui a revista. Para acompanhar a lição completa, adquirir o material do trimestre e contribuir com a produção dos estudos, acesse a página oficial da Editora Kaleo.

Texto-chave

Por amor de Cristo, considerou sua desonra uma riqueza maior do que os tesouros do Egito, porque contemplava a sua recompensa. Pela fé saiu do Egito, não temendo a ira do rei, e perseverou, porque via aquele que é invisível. (Hebreus, capítulo 11, versículos 26 ao 27)

Sabedoria diária

  • Segunda-feira: Jesus começou a ser preparado no deserto. Mateus, capítulo 4, versículo 1
  • Terça-feira: O profeta do deserto. Mateus, capítulo 3, versículos 1 ao 3
  • Quarta-feira: O favor que vem do deserto. Jeremias, capítulo 31, versículos 2 ao 3
  • Quinta-feira: É na aridez do impossível que Deus faz surgir salvação. Isaías, capítulo 40, versículo 3
  • Sexta-feira: Deserto: a escola de Deus. Deuteronômio, capítulo 8, versículo 2
  • Sábado: É no deserto que vemos com nitidez a mão de Deus. Deuteronômio, capítulo 1, versículo 31

Leitura bíblica

Atos, capítulo 7, versículos 20 ao 29: 20 - Naquele tempo nasceu Moisés, que era um menino extraordinário. Por três meses ele foi criado na casa de seu pai. 21 - Quando foi abandonado, a filha do faraó o tomou e o criou como seu próprio filho. 22 - Moisés foi educado em toda a sabedoria dos egípcios e veio a ser poderoso em palavras e obras. 23 - Ao completar quarenta anos, Moisés decidiu visitar seus irmãos israelitas. 24 - Ao ver um deles sendo maltratado por um egípcio, saiu em defesa do oprimido e o vingou, matando o egípcio. 25 - Ele pensava que seus irmãos compreenderiam que Deus o estava usando para salvá-los, mas eles não o compreenderam. 26 - No dia seguinte, Moisés dirigiu-se a dois israelitas que estavam brigando, e tentou reconciliá-los, dizendo: ‘Homens, vocês são irmãos; por que ferem um ao outro?’ 27 - Mas o homem que maltratava o outro empurrou Moisés e disse: ‘Quem o nomeou líder e juiz sobre nós? 28 - Quer matar-me como matou o egípcio ontem?’ 29 - Ouvindo isso, Moisés fugiu para Midiã, onde ficou morando como estrangeiro e teve dois filhos.

Introdução

Assim como carreiras acadêmicas e profissionais exigem anos de dedicação e estudo para formar bons especialistas, a vida espiritual exige um preparo profundo. Moisés ilustra o processo pelo qual Deus transforma uma vida para torná-la apta ao Seu serviço, demonstrando que o verdadeiro aprendizado ocorre no deserto.

1 – UM ERUDITO EGÍPCIO

1.1. Egito: solo fértil do saber humano.

O Egito destacava-se no mundo antigo por suas ciências, matemática e arquitetura. Moisés teve acesso a todo esse conhecimento secular de ponta, tornando-se culto e bem instruído em diversas disciplinas da antiguidade.

1.2. Criado para a realeza.

Educado na corte como filho da filha de Faraó, Moisés desfrutou dos privilégios da nobreza. No entanto, o plano de Deus para sua vida ultrapassava o ambiente do palácio e os parâmetros terrenos.

2 – ENTRE A NOBREZA E A PLEBE

2.1. Filho da princesa, mas ligado aos escravos.

Ao atingir a idade adulta, Moisés tomou consciência do sofrimento dos hebreus, reconhecendo sua ligação com o povo escravizado, a despeito de sua criação principesca.

2.2. Dois mundo opostos.

Moisés viveu o contraste de pertencer a dois universos distintos: o luxo da casa real e a opressão de seus irmãos de sangue. A Bíblia destaca a simplicidade de sua origem divina em meio a esse paradoxo.

2.3. Um olhar para o alto.

Mesmo diante da pompa e das riquezas egípcias, Moisés escolheu fitar a eternidade, preferindo a recompensa divina ao prestígio humano. Foi essa visão espiritual que permitiu que ele respondesse ao chamado de Deus. (Hebreus, capítulo 11, versículo 26)

3. ENTRE A JUSTIÇA E A PRECIPITAÇÃO

3.1. Desejo de justiça.

Indignado com a violência sofrida por um irmão hebreu, Moisés agiu para defendê-lo. Embora a busca por justiça fosse um sentimento legítimo alinhado ao caráter divino, ele agiu por impulso próprio. (Atos, capítulo 7, versículo 24; Mateus, capítulo 5, versículo 6; Mateus, capítulo 9, versículos 35 ao 36; Mateus, capítulo 14, versículo 14)

3.2. Motivação certa, ação errada.

Apesar da boa intenção em combater a opressão, Moisés usou da violência e de métodos humanos para tentar resolver o problema, resultando em erro e incapacidade de solucionar a injustiça.

3.3. A areia foi incapaz de encobrir o problema.

Esconder o egípcio na areia não apagou o ato cometido. Quando tentou intervir em um conflito entre hebreus, foi rejeitado e teve sua ação exposta, vendo-se forçado a fugir para o deserto para salvar a própria vida. Ali começaria seu longo aprendizado de quarenta anos na escola de Deus.

Aplicando o texto

Devido à rapidez da narrativa, pode se passar desapercebido o contexto em que Moisés cresceu. Ele tinha potencial e projeções para viver bem entre os egípcios. Era filho da princesa e capacitado intelectualmente para empreender coisas grandes, porém o propósito de Deus para ele, assim como para cada um de nós, vai muito além das expectativas humanas.

Aplicando o texto

O paradoxo de Moisés se aplica a diversas circunstâncias de nossas vidas. Somos, assim como ele, tentados a gastar nossas atenções e esforços nessa vida. Projetamos ascensão financeira, capacitação intelectual e a compra de bens materiais. Em contrapartida, temos responsabilidades ministeriais. Às vezes, envolvemo-nos, quando dá, com as atividades da igreja e estamos constantemente manipulando o sagrado, caminhando entre o Egito e os hebreus. Nossa nobreza não vem de títulos humanos, somos chamados a ser igualmente nobres e plebeus em Cristo.

Aplicando o texto

Por vezes, temos boas intenções, mas resultados ruins. Tentamos ajudar as pessoas, no entanto, nos desgastamos e sofremos. É difícil confiar nos processos de Deus, sobretudo, quando eles ocorrem sem nenhum alarde.

Conclusão

Toda a erudição e status adquiridos no Egito tornaram-se secundários para Moisés. Para ser um verdadeiro servo e libertador, ele precisou ser despido do orgulho humano e moldado durante quarenta anos no deserto pelo Criador do universo.

Reflexão da semana

A forja dos discípulos é peculiar e diferente dos padrões humanos. Nenhum servo de Deus é formado segundo conhecimentos humanos, mas, sim, segundo os padrões do céu.

Referências e aprofundamento