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Reflexão

Plenitude Recebida

Uma reflexão cristã para fortalecer a fé na vida cotidiana.

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Plenitude Recebida

Tema:** Plenitude Recebida: Completos em Cristo, o Soberano de Todas as

Coisas

Texto-Chave: Colossenses capítulo 2, versículo 10

Palavra-Chave Exegética: peplērōmenoi (Particípio Perfeito Passivo:

"fomos preenchidos e continuamos cheios").

1. A Natureza da Plenitude Cristã (Colossenses capítulo 2, versículo

9 e versículo 10)**

O fundamento da nossa espiritualidade não repousa em uma busca mística por

algo que nos falta, mas na apropriação daquilo que já nos foi concedido. O

apóstolo Paulo estabelece a base de nossa suficiência ao declarar em

Colossenses capítulo 2, versículo 9:

> “porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade;”

Imediatamente após definir a natureza de Jesus, a Igreja recebe a afirmação

contida em Colossenses capítulo 2, versículo 10:

> “e nele, a cabeça de todo principado e poder, tendes a vossa plenitude.”

Gramaticalmente, o uso do tempo perfeito no grego denota uma ação

totalmente concluída no passado com efeitos eternos e contínuos no

presente. Na congregação, isso elimina a mentalidade de "mendicância

espiritual" ou a necessidade de "segundos níveis" de conquistas humanas.

Não subimos uma escada de méritos; nós mergulhamos na herança que flui de

nossa união com o Filho de Deus.

2. A Suficiência de Cristo contra as Fontes Secundárias

Cristo é a origem, o conteúdo e a garantia absoluta de tudo o que a igreja

necessita. O texto adverte o ambiente congregacional contra os perigos do

legalismo, gnosticismo, misticismo e filosofias de autoajuda. Buscar

respostas ou preenchimento fora de Jesus é ignorar o sacrifício da cruz e a

habitação do Espírito. Se em Cristo a igreja já possui sabedoria, justiça e

paz, qualquer aditivo religioso torna-se um eco de vazio. O crescimento do

crente não é a busca por novas bênçãos, mas a exploração e o amadurecimento

dentro da realidade que já lhe pertence.

3. A Supremacia Cósmica e a Segurança da Igreja

A nossa completude não está vulnerável às circunstâncias deste mundo ou a

ameaças espirituais. Ao enfatizar a segunda parte de **Colossenses capítulo

2, versículo 10**:

> “e nele, a cabeça de todo principado e poder, tendes a vossa plenitude.”

O texto assegura à comunidade que Jesus exerce soberania absoluta sobre

qualquer força visível ou invisível, humana ou celestial. Originalmente

contextualizado para combater a heresia colossense de culto a seres

intermediários, este trecho lembra à congregação de que não há necessidade

de temer maldições, rituais ascéticos ou opressões. Sendo Ele o Cabeça do

cosmos, a Igreja está sob uma cobertura de autoridade total. Nosso foco de

adoração e oração deve ser estritamente direcionado a Cristo.

4. O Desdobramento Prático e Missionário na Vida Comum

A plenitude espiritual não resulta em passividade ou estagnação mística,

mas em dinamismo prático e comunitário. O transbordar da presença de Cristo

capacita a igreja local a exercer o discipulado, o serviço, a consolação e

o testemunho público. Fomos feitos plenos para nos tornarmos canais de

graça na sociedade — atuando como sal da terra e luz no mundo. A identidade

atual do crente em Cristo cura suas inseguranças, ansiedades e comparações,

transformando carência em abundância e ativando a igreja para a sua missão

evangelística.

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